Alergia a corticosteróides

Você picó uma lagarta. Se você colocar um creme para tratar inchaço, mas em vista de que não respondia urgências lhe administraram Urbasón injetado (20 horas). O inchaço se lhe mudou de rosto e a orelha, os lábios e o nariz, com os olhos. Às 11 horas o levamos de novo e lhe administrado outra vez Urbasón. O inchaço desaparece, mas ganha uma urticária com habones, febre, comichão e inchaço de mãos, pés, bonecas rosto e até mesmo na cabeça. A criança não tinha tido estes últimos sintomas até que não lhe faço para administrar o Urbasón. Por fim, ontem fomos para o hospital, onde se administra outro corticóides (não sei qual) e, em dez minutos o garoto estava quase perfeito. Dizem-Me que o efeito deste último corticóides passará e que os sintomas lhe aparecerão de novo, o que é verdade, mas com muito menos nitidez do que antes. Você pode ser o menino alérgico ao Urbasón? (sua mãe sim, você é). No hospital me dizem que não pode ser alérgico, mas eu tenho minhas dúvidas.


Resposta


Diz-Nos muito bem um caso em que parece deduzir-se a possível alergia perante a administração de corticóides, especificamente metilprednisolona (Urbasón).


Certamente, pode parecer estranho que uma pessoa seja alérgica a um corticóides e é por isso que lhe disseram no hospital que isso não é possível.


No entanto devo aclararle que quem lhe tenha dito isso está errado.


A alergia a avaliação clínica é rara em geral, mas possível. Foram descritos casos na literatura de alergia a determinados indivíduos e, o que é mais, foram descritos casos de alergias cruzadas entre diferentes indivíduos. Por exemplo, pessoas alérgicas a betametasona ou parametasona que também o eram por reação cruzada com metilprednisolona.


Portanto, claro que é planteable que a criança tenha tido alergia ao Urbasón, embora seja algo tão incomum e estranho, e mais ainda quando você cita que esse tipo de alergia também sofre a mãe do menino. Por isso, embora certamente dispõem já de um bom conselho de um alergistas que houver feito a criança as devidas provas alérgicas delimitando este transtorno, recomendo que olhem sempre a cautela devida, de modo que impeçam o contato da criança com todo o tipo de esteróides, a menos que se determine de forma fidedigna o que não teria risco algum em sua administração.


Cordialmente,
Dr. Afonso J. Santiago Marí.


20 Junho 2006